se eu te falar que sinto saudades você volta

Escrevo e choro. Choro porque toda a vez que escrevo sobre você, sofro. Porque me dá saudade, tanta saudade que meu peito aperta e me falta ar. Dá vontade de voltar pra quando tudo era simples e descomplicado entre nós. Quando não havia constrangimento por erros ou brigas passadas. Quando nossos olhares eram cheios de amor e afeto e não desse desdém que imerge das palavras que nunca dissemos um ao outro. Saudade de quando eu te conhecia e só me reconhecia nos teus braços. Mas pelo menos, nada aqui é complicado, porque não tem nada mais pra complicar. Nós fomos, não somos, não estamos, não temos. Você foi e não volta. E eu aceito, acredite. Aceito sem nem pestanejar mais, porque aprendi que não adianta. E finalmente eu não acho que deva te provar algo, finalmente não quero mais saber da sua vida. Mas hein, se eu te falar que sinto saudades você volta? Não que eu queira que você volte, mas é que preciso saber se o que eu te digo ainda faz alguma diferença. Mas eu não sinto saudades não, na verdade, eu nem sinto mais nada. Nem lembro seu nome, que você odeia. Não sei que você detesta acordar cedo, mas que não se importa se for por um bom motivo. Nem lembro o nome dos seus pais, que ainda me visitam. Não reconheço mais o seu cheiro à quilômetros de distância, não sei mais que seu prato favorito é macarrão com almôndega. Sequer lembro de todos os filmes que vimos, nem que o seu predileto é Django Livre, ou qualquer um do Quentin Tarantino. Eu não lembro mais nada de você, nem da cor da sua pele morena, dos seus olhos escuros ou do seu sorriso, que você detesta. Me recuso a ser patética e lembrar essas coisas suas. Como eu ia dizendo: nós fomos, não somos, não estamos, não temos. Você foi e não volta. E eu aceito, juro.
Amor mal resolvido.

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