jovem canta na web em busca de cura na Tailândia

Aos 13 anos, Stéphany Ribeiro Zucolotto tem um desejo simples para a maioria dos jovens da sua idade: enxergar o mundo e conseguir se ver no espelho. A menina de Altinópolis (SP) nasceu com uma má formação no nervo óptico e tem apenas percepção de luz e de vultos no olho esquerdo. O direito foi completamente comprometido pela doença.
A família diz que encontrou um tratamento na Tailândia que custa US$ 30 mil - na faixa dos R$ 100 mil -, valor considerado alto para os padrões de vida da mãe, Michele Ribeiro Maia.
Na campanha “Pra Ser Livre”, a jovem canta e expõe seu sonho de poder enxergar. A publicação teve teve mais de 240 mil visualizações e conseguiu arrecadar R$ 21,4 mil em doações em dez dias.
A campanha foi lançada em 26 de dezembro do ano passado, com previsão de ser encerrada em março. Até o momento, a família recebeu R$ 21,4 mil, que equivalem a 20% do total, sem contar R$ 8 mil de boletos pendentes.
Stéphany nasceu com má formação no nervo óptico

Aos 13 anos, Stéphany Ribeiro Zucolotto tem um desejo simples para a maioria dos jovens da sua idade: enxergar o mundo e conseguir se ver no espelho. A menina de Altinópolis (SP) nasceu com uma má formação no nervo óptico e tem apenas percepção de luz e de vultos no olho esquerdo. O direito foi completamente comprometido pela doença.
A família diz que encontrou um tratamento na Tailândia que custa US$ 30 mil - na faixa dos R$ 100 mil -, valor considerado alto para os padrões de vida da mãe, Michele Ribeiro Maia.
A Stéphany é muito espontânea, ela não tem limites. Ela tem uma força, uma vontade de viver muito grande e um talento sensacional. Na hora em que a gente lançou o vídeo, as pessoas já começaram a contribuir"
Marco Iarussi,
publicitário
Mesmo assim, a dona de casa decidiu ir em busca do sonho da filha. Com a ajuda de amigos, a família lançou um vídeo na internet com o objetivo de pedir doações e arrecadar o valor necessário ao tratamento no exterior.
Na campanha “Pra Ser Livre”, a jovem canta e expõe seu sonho de poder enxergar. A publicação teve teve mais de 240 mil visualizações e conseguiu arrecadar R$ 21,4 mil em doações em dez dias.
Diagnóstico e tratamento
Michele relata que a filha nasceu estrábica e recebeu o diagnóstico da má formação aos quatro meses, após ser atendida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Quando a menina passou a demonstrar percepção de luz no olho esquerdo, a mãe começou a buscar outras opiniões.
“Eu a levei a médicos de Campinas (SP), de Belo Horizonte (MG) e até consegui um atendimento em uma clínica particular de Ribeirão para novas avaliações. Mas os médicos diziam as mesmas coisas sempre, que não poderiam fazer nada a não ser a esperar crescer e acompanhar possíveis desenvolvimentos”, contou.
A dona de casa disse que soube do tratamento na Tailândia após a repercussão de uma campanha de arrecadação de verba para tratamento de uma criança mais nova que a Stéphany e com a mesma doença.
Uma amiga da família entrou em contato com os médicos do Better Being Hospital (BBH), em Bangkok, que pediram exames da menina para avaliação. “Em seguida, eles me responderam dizendo que ela se encaixava no perfil. Assim que tivermos o dinheiro, vamos pedir a vaga”, relatou.
Segundo a mãe, o tratamento demora entre 15 e 20 dias com injeções de células-tronco e os resultados podem levar até três meses para começar a surgir.

Dificuldades
“Às vezes, eu estou aqui em casa fazendo algum serviço e ela fica com a Sofia, minha caçula, e se ela ranheta, a Stéphany já me chama ‘mãe, vem aqui. Eu queria, mas não consigo te ajudar’”, disse.
Stéphany é uma menina carismática, dona de uma voz doce e bem humorada. No entanto, não consegue segurar o choro quando a mãe Michele Ribeiro Maia relata as pequenas dificuldades que a filha vive por conta da deficiência visual.
Desde que um casal de amigos contou a elas sobre o tratamento no sudeste asiático e entrou em contato com os médicos e o grupo realizador da campanha, as esperanças apenas cresceram.
“Eu acho que vou poder brincar mais do que já brinco, vou poder fazer algumas coisas que não faço sozinha”, diz a menina, emendando uma provocação com a mãe. "Vou poder sair para a praça para deixar a minha mãe nervosa."
A campanha foi lançada em 26 de dezembro do ano passado, com previsão de ser encerrada em março. Até o momento, a família recebeu R$ 21,4 mil, que equivalem a 20% do total, sem contar R$ 8 mil de boletos pendentes.
“Tenho muita esperança de que a Stéphany vai voltar da Tailândia enxergando. A possibilidade de ela poder se virar sozinha é muito gratificante”, relata Michele.

A campanha
Durante dois meses, a família e dois profissionais de comunicação trabalharam na produção de um vídeo onde Stéphany pede a colaboração das pessoas por um simples motivo: “Eu quero muito ver”.
A doçura e a simplicidade da menina em dizer o que quer tiveram resultado assim que o material foi publicado. Segundo o publicitário da campanha Marco Iarussi, bastaram 20 minutos no ar para que as doações começassem.

fonte:G1