Micro-ondas Electrolux MTD30 - 20L

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Micro-ondas 20 litros da Electrolux. Possui 09 Receitas pré-programadas: arroz, carne moída, omelete, pudim, bolo de caneca, brigadeiro, macarrão instantâneo, pipoca e hambúrguer e as teclas Menu Descongelar, Menu Kids, Menu Dia a Dia, Menu Sobremesa, Tecla Aquecer Refeição, Tecla Início + 30s, Tecla Relógio e Tecla Mudo: é só apertar a tecla “0” por 4 segundos e o som de “bip” desaparece. Tem ainda 10 níveis de potência, de manter aquecido até assar bolos e preparar carnes, trava de segurança que permite travar o uso do aparelho quando você quiser (ideal para evitar que crianças ou pessoas não autorizadas a usar o produto possam acioná-lo), além de painel e classificação energética A.

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Gosto de ser tratada da mesma forma

Gosto de ser tratada da mesma forma que eu trato. Se eu trato você com carinho, por favor, não me atire pedras, nem seja arrogante, não use palavras ásperas e que se alojam no fundo da gente. Meu fundo anda meio sem espaço, lotado de coisas, talvez sejam as tais coisas-de-mulher, vai saber. Falo muito do escutar, mas não ouvir. Gosto desse termo. A gente não pode só escutar uma pessoa, é preciso ouvir a alma dela. Observando, percebendo, querendo ver. Às vezes a gente diz que tá tudo bem quando nada está encaixado. Muitas vezes alguém dá bom dia e a gente responde só pra ser educado. Saber escutar e ouvir uma pessoa é enxergar quando o riso é riso, quando o choro é choro e quando tem algo preso na garganta, no peito, nas mãos. É ver a pessoa nua, sem nada, pelada. E logo em seguida trazer um cobertor, se estiver frio e um lençol, se estiver mais quentinho. Nem sempre faço o certo, sei disso. Tenho as minhas neuras, loucuras, tosquices, animalices, ironias, tolices, surtos imaginativos fantasiosos perturbadores. Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto. Mesmo que eu fique muda. Porque, apesar de parecer, nem tudo eu falo, muito eu guardo. Nem sempre eu sei falar. As palavras brincam de esconde-esconde, me dão sustos, pegam um avião para outro país. De vez em quando eu falo e falo e falo e não digo nada, não digo o que precisa ser dito. Não por esconder o jogo, mas por não saber dizer. Acho que a gente precisa, antes de apontar o erro dos outros, olhar para os nossos. E confortá-los. As palavras travam, não saem da minha boca. Por essa razão eu escrevo. Mas se algum dia eu parar de escrever, por favor, verifique imediatamente se eu estou respirando e se meu coração ainda bate.
Clarissa Corrêa.

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