outro poema

: "exausto de ser maltratado,
Torturado, perseguido,
Esquecido, ludibriado,
O povo ergue-se!
Com o grito preso,
O choro contido,
As ilusões ressequidas,
A ira que fervilha,
Os punhos que cerram,
O povo move-se!
Contra os séculos de exploração submissão,
Segregação contra a liberdade tolhida,
A vontade cerceada,
A alma algemada o povo clama:
Por mudança de paradigma,
Por uma vida digna e justa,
Pelo direito de saber quanto custa,
O povo luta!
Pela vinda dos tempos melhores,
Plenos, leves, livres, risonhos,
Sem medo nem vergonha,
o povo sonha!



Bruno Radner"