livro A Sabedoria do Japão



Resumo escrito por:OUTONODAVIDA
Nesta bela obra, enriquecida por gravuras de temática oriental em cores preta e amarela, é apresentado um extrato da milenar Sabedoria do Japão. Essa Sabedoria vem de uma mistura das velhas tradições religiosas, com base no Budismo e na seita Zen, de origem indiana.

Através de citações, pensamentos e provérbios, filósofos e poetas se misturam na idealização do homem bom e correto e na procura da paz, do equilíbrio e da harmonia.

Para a cultura japonesa, a mais alta Sabedoria, a Síntese e a Estética caminham juntas. E é isso o que nos vem desta obra. Em um pequeno pensamento, é possível sintetizar o que no Ocidente seriam necessárias muitas páginas escritas.

"Quem anseia pelo bem, nunca acaba de aprender. É um eterno aprendiz.". Esta, é uma afirmação da Sabedoria do Japão, sempre privilegiando a boa conduta do homem e seus valores morais.

Como vemos nas palavras de Saichô (767-822): "Quem nada se bom fez na vida, vira lenha para o fogo do inferno ao morrer". Ou como bem afirma Shinran Shônin (1173-1262), "Até o bom é redimido, quanto mais o mau." Ou como nos ensina Yoshida Kenkô (1283-1350): "É justamente a instabilidade da vida que a torna digna de ser vivida.". Ou, ainda, Ibara Saikaku: (1642-1693) "Nada saber é beatitude" e "O mundo é efêmero como o pó."

Também nos Provérbios, essa modalidade de Sabedoria 'anônima', a Cultura Japonesa mostra-se magistral, como podemos ver de alguns, dentre os quais encontramos provérbioss bastante conhecidos no Ocidente; "Até uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo"; "Barco sem âncora voga ao sabor da corrente"; "Só através dos desgostos e mágoas aprendemos o que não está escrito nos livros."; "Quem faz algo de todo o coração, não precisa de ajudantes"; "Quer se viva rindo ou chorando, a duração da vida é a mesma"..

Ou a sabedoria das Máximas Japonesas: "Se quiseres o que Deus quer de ti, tua vida será livre e repleta de alegrias"; "Virtude oculta é como zumbido no ouvido. Só eu escuto, ou outros não."; "Suportar o que nos parece insuportável, é realmente suportar."

Na parte final do livro, encontramos o belíssimo Conto, intitulado "A Princesa Tecelã e o Pastor de Gado", que se passa no tempo em que "o rei dos céus ainda estava atarefado em fazer estrelas e dependurá-las nomfirmamento, durante a noite.". Também as nuvens estavam sendo feitas e essa tarefa cabia à bela filha do rei, que se orgulhava muito das habilidades da filha. Um dia o rei percebeu que a filha tecelã estava pálida. Para dar-lhe um pouco de descanso, permitiu que a mesma folgasse no dia seguinte e fosse passar o dia com as estrelas do céu. A princesa sentiu-me muito feliz, vestiu seu vestido mais lindo e correu por entre as estrelas para o rio celeste. No meio da correnteza, avistou um belo jovem, banhando sua vaca. Apresentaram-se e ela soube que o jovem era pastor de gado. Convidou-a para ir até sua casa e a princesa aceitou o convite. O jovem fez princesa montar na vaca e conduziu-a através do rio até sua casa. Lá, divertiram-se muito e a princesa esqueceu que havia prometido ao pai que volktaria cedo para casa. O rei mandou uma gralha chamar a princesa, que, envolvida com o pastor, não atendeu ao chamado. Então, o rei foi pessoalmente buscá-la. Como punição pela desobediência da princesa, despejou grande quantidade de água de estrelas na Via Láctea, que se transformou em rio caudaloso. Como a princesa e o pastor moravam em margens opostas, não poderiam mais atravessar a Via Láctea, para brincarem juntos. A princesinha voltou melancolicamente para seu quartinho celeste, mas era tão grande a saudade e a tristeza, que não conseguia mais tecer. Passava os dias sentada e chorando. Enquanto isso, o céu ia ficando vazio de nuvens. Então, o rei fez um acordo com ela, prometendo que, se voltasse a tecer, concederia a ela um dia livre por ano, para que fosse ver o pastor de gado. E o rei cumpriu o prometido. Uma vez por ano, , no msétimo dia do sétimo mês, enviava um bando de gralhas para o rio celeste, a Via Láctea, para fazerem uma ponte com suas asas. Trajando seu belo vestido, a princesa atravessaava a ponte para a margem oposta, onde o pastor a aguardava., E ambos ficam radiantes, por poderem ficar juntos durante um dia e uma noite, por ano. Esse dia é vestejado todos os anos no Japão.: é o Festival de Tanabata.

A Sabedoria do Japão Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/society-and-news/culture/2383881-sabedoria-jap%C3%A3o/

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