Resultados dos Laudos caso Pesseghini

Os laudos da perícia divulgados neste sábado (7) reforçam a tese da polícia de que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou a família e depois cometeu suicídio.

Quase trezentas páginas de exames foram enviadas à imprensa pela Secretaria de Segurança Público, mas todos os detalhes referentes a Marcelinho foram retirados do material e mantidos em segredo. De acordo com a polícia, a medida foi tomada para respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entre os detalhes que corroboram a visão da polícia sobre o caso está o fato de que os peritos constataram que o banco do motorista do carro da mãe do garoto estava 45 cm distante do volante, ou seja, a pessoa que dirigia o carro tinha uma estatura baixa, como a de Marcelo.

O relatório também mostra que o menino sabia atirar, apesar de não ter sido detectada presença de chumbo ou cobre no uniforme do adolescente, apesar de ele ter disparado a arma ponto 40, seis vezes. O sangue encontrado no tênis de Marcelinho é de seu pai, o sargento da rota Luís Pesseghini, o que indica que o menino estava presente na cena do crime e que viu o policial morrer. O PM agonizou por um bom tempo com o disparo na nuca

A avó e a tia-vó do menino foram mortas com tiros na boca e no queixo, também com a arma encostada na pele, o que pode demonstrar frieza ou que o garoto estava em um estado de descontrole emocional grave. O laudo vai ao encontro do que conta o psiquiatra forense Guido Palomba, contratado pela polícia para traçar o perfil do suspeito de ser o autor da chacina.

A mãe de Marcelo, Andreia Bovo, foi a única que não levou um tiro com a arma encostada no corpo. Os exames toxicológicos indicaram que ninguém da família ingeriu bebida alcóolica ou estava dopado.

Ao contrário do que foi dito durante a investigação, a perícia não conseguiu definir com o mínimo de exatidão a hora das mortes. Todos podem ter morrido entre a noite de domingo e a manhã de segunda.

Uma informação nova mostra que o casal de PMs havia se alimentado cerca de duas horas antes de ser assassinado, já que os peritos do IML  encontraram comida não-digerida no estomago deles. Por isso, o mais provável é que as mortes tenham ocorrido logo após o jantar, no domingo.

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