livro Obrigado, Filha



Resumo escrito por:OUTONODAVIDA
Com a força e o encantamento de uma mãe apaixonada, a Autora apresenta neste livro, através de um texto envolvente e emocionante, uma CARTA, em que a alma da mãe se abre e se expande, para agradecer à filha tudo o que esta representou e representa para sua vida.

Ao iniciar a carta, coloca-se diante de um retrato da filha, por considerar que amar uma imagem, uma cena, é a maneira mais facil de amar e, por isso, é uma forma de acessar os pensamentos e as lembranças. Nessa hora, sabe que amar uma pessoa é aprender o desapego e que a filha lhe tem ensinado o que é o desapego.

O livro-carta é dirigido diretamente à filha. Começa falando sobre as expectativas que se alimenta, quando se quer ter um filho e a forma com que o mesmo é idealizado, tanto na aparência, quanto na personalidade. E o quanto, depois que ele nasce e cresce, tudo pode mostrar-se diferente.

Fala à filha sobre o momento em que ela nasceu. e como se sentiu quando viu que era mais parecida com o pai, do que com ela. Considera ter sido esse o primeiro aprendizado: "descobrir que o rosto era seu, independentemente do meu ou do dele". Lembra quando a filha começou a reconhecê-la e a demonstar alegria e amor, quando a via.

Então, chega o dia em que a filha tem que "sair para o mundo" e o sofrimento que experimentou. quando a deixou na creche pela primeira vez. Fala para a filha sobre o conflito vivido, quando teve que retornar ao trabalho e deixá-a aos cuidados de outros, quando tudo o que queria era jogar tudo para o alto e cuidar apenas da filha. Que a filha foi aprendendo a conviver com outras pessoas e outras crianças, a "se virar", e que, com a aceitação dessa sepoaração, ensinou-lhe a ser guerreira e a enfrentar desafios.

E fala do cansaço, da exaustão, quando a filha acordava às quatro e meia da madrugada, sorridente e querendo brincar, quando a mãe teria que levantar para trabalhar dalí a pouco e tudo o que queria era mais meia horinha de sono. Ninguém a havia preparado para viver a exaustão desse cuidado direto e intensivo.

Fala da oportunidade que a filha lhe proporcionou de voltar a ser criança e reaprender a brincar, dos passeios no zoológico, dos teatros infantis, dos parques e praças. Da indignação e da raiva que sentiu na primeira vez que a filha voltou da escolinha com uma mordida no rosto, que a levou a considerar que o menino causador da mordida - da mesma idade da filha - era um monstro horroroso. E da primeira vez em que, chegando em casa, encontrou a filha triste, porque havia sido traída por uma amiga, que contara para outra algo quen deveria ser um segredo e de como, naquele momento, ensinara a filha (e a si mesma) a perdoar.

Então, veio a primeira menstruação, quando a filha sentiu-se envergonhada e a mão sentiu-se maravilhada. Enquanto a filha pedia que não contasse a ninguém, a vontade da mãe era sair para comemorare. A filha estava se transformnando numa mulher!

E chegou o dia em que filha comunicou que ia sair de casa. A Mãe relata à filha o que aconteceu quando ela também deixou a casa dos pais e todo o sofrimento destes. Embora também tivesse saído de casa, agora que chegava a hora de a filha seguir seus passos, sentia medo e sofria. Sabia que não haveria volta e que, quando a filha viesse para encontrá-la, já não seria a mesma, porque teria vivido suas próprias experiências.

Então, dando continuidade à carta, a Mãe começa a agradecer à filha por todas as mudanças que esta provocou em sua vida e por todos os ensinamentos que, com sua presença e com a convivência diária, lhe proporcionou. Lições de convivência harmoniosa, apesar das diferenças individuais, lições de amor incondicional, de compreensão, de perdão, de superação e desapego. E agradece à filha por tudo isso.

Lembra que os seres humanos passam por quatro desafios na vida: O primeiro, é ir atrás dos próprios sonhos; o segundo, é enfrentar as pessoas que amamos, para perseguir as coisas em que acreditamos; o terceiro desafio, é nos responsabilizarmos por nossas escolhas e o quarto desafio é tentarmos ser felizes, apesar de tudo. Diz á filha que sabe que a mesma está pronta para encarar os quatro desafios e superá-los.

Embora já tenham falado muito sobre isso, ao longo da convivência diária, mais uma vez alerta a filha para o problema das drogas, com a escolha dos amigos, os cuidados com o corpo e com tantas coisas que irá enfrentar e com as quais terá que tomar cuidado depois que sair de casa.

Quase ao final da carta, faz uma auto-análise, a partir da qual relata como se vê como mãe. E finaliza dizendo para a filha que o que esteve tentando dizer, ao longo de toda a carta, é que se sentiu mais humana e mais inteira, pelo fato de a filha existir, e o quanto é grata a ela pelo aprendizado que lhe proporcionou, durante todos esses anos. Que, pelo fato de a filha existir, é que tem vontade de ser melhor, de evoluir como ser humano. E que a força para tentar ser melhor, deve a ela, sua filha.


Obrigado, Filha Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/lifestyle/family-and-relations/2383976-obrigado-filha/

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