A ciência da criatividade


Resumo escrito por:ArianeMarques
Tão flexível e caprichoso fenômeno é a criatividade, que mal podemos defini-la. (Kneller, 1978)

A criatividade é a descoberta e a expressão de algo que é tanto uma novidade para o criador quanto uma realização por si mesma.


O pensamento criador é divergente: inovador, exploratório e aventureiro, o risco e incerteza o estimulam, curioso, atraído pelo desconhecido, impaciente ante a convenção.



 Contrastando-a com a inteligência, pensamento convergente, medido nos testes de inteligência, que resultam em respostas convencionais.

Em 1940, estudiosos descobriram essa limitação dos testes de Qi, os quais não podiam medir os pensamentos divergentes, ou seja, a criatividade. Tais testes não convidam a explorar, especular ou contribuir com ideias originais.

A ligação da criatividade e solução de problemas – há certas soluções de problemas que são criativas, mas é injustificado segundo o autor ver em toda criatividade um caso de solução de problema.

O alcance da criatividade

Como fenomeno natural podemos estudar cientificamente a criatividade. Mas apenas os aspectos que podem ser medidos e observados e por ela ser tambem uma forma de comportamento humano, a liberdade e a singularidade humanas estabelecem limites ao que a ciência pode realizar.

É preciso respeitar os mistérios, se queremos conservar-lhes a força. A arte perturba, a ciencia tranquiliza. (Georges Braque)

Teorias psicológicas: contribuições de cada linha

Teorias filosóficas.. Teorias do velho mundo: criatividade como inspiração divina, como loucura, força vital, força cósmica, (tudo no universo incessantemente se cria a si mesmo)

Associacionismo: pensamento consiste em associar idéias, derivadas da experiência, segundo as leis da freqüência, da recencia e da vivacidade. Processo de tentativas e erros.

Gestatl: linha consistente de pensamento. Wertheimer, Koffka e Kohler na Alemanha – pesquisas na área de percepção, pensamento e solução de problemas.

Pensamento produtivo, segundo Wertheimer, o papel da experiência passada é de grande importância, mas o que mais importa é o que se ganhou desta experiência: conexões cegamente compreendidas, ou compreensão verdadeira das relações estruturais envolvidas. O que importa não é apenas o que se recorda, mas também como se aplica o que é lembrado: se de uma forma cega ou de acordo com os requisitos estruturais da situação.

Um problema existe quando há tensões não resolvidas.

Psicologia humanista: autores como Rogers,  Maslow, Rollo May – A coragem de criar, e Freud, 1950?

Surgiu contra as imagens limitadas do homem analisadas pela psicanálise e behaviorismo.

Insight – May – surge quando a pessoa não está intencionalmente em busca da solução;

A importância fundamental: 
  1. da saúde mental para manifestação de certas formas de criatividade, bem como de condições necessárias para favorecer tal saúde(ser aceito amado e respeitado pelos outros e por si mesmo)

  2. ênfase ao valor intríseco do indivíduo, ao potencial humano para desenvolver-se, auto realizar, talentos diversos, diferenças individuais e que devem ser explorados.

  3. impulso interno, tendência do homem para se auto realizar é considerada por Rogers como fonte ou motivação da criatividade e por Maslow como o próprio processo criativo.

  4. da interação pessoa ambiente, condições presentes na sociedade, possibilidades, oportundades, liberdade de escolha
Psicanálise: Kris e Kubie, Freud – 1908
O uso da imaginação e dos processos de pensamento em nível não-conscientes na criatividade – pesquisas com métodos, jogos, injeção de determinadas substancias cujos ingredientes químicos produzem mudanças nos estados de consciência - alterar os estados de consciência -  para facilitar a manifestação do potencial criador. (Alencar, 1995) Ressaltando o papel da fantasia e da imaginação e jogo.

Sublimação de complexos reprimidos: sublimação de processos mentais superiores permitiria o avanço tecnológico, artístico e ideológico, contribuindo assim para a civilização como um todo.

Para Freud a criatividade origina-se num conflito dentro do inconsciente (o id) – craitividade e neurose a mesma fonte – conflitono inconsciente com o ego. Segundo a psicanálise um ego são exige que suas criações sejam comunicadas e aceitas.

A ansiedade objetiva é mensagem que o ego recebe do mundo exterior, alertando-o para a possibilidade de rejeição e conseqüente dano a sua personalidade. Por ser doloroso muitos fogem disto, procurando não apresentar sua criatividade por medo da rejeição.

Assim, na sociedade desenvolveu-se formas ou áreas em que às pessoas se permite criar, proporcionando uma válvula de segurança; para seus impulsos criativos. A sociedade procura proteger-se contra inovações que possam perturbar o equilíbrio do status quo. Só que muitas vezes esse poder de controle perturba o equilíbrio do individuo.

Substituição de hábitos. Modos de comportamento socialmente aceitos. Pelo medo do isolamento e insignificância, as pessoas interiorizam as normas de uma sociedade e conformam-se com os papéis que lhe são prescritos. Um meio de reduzir tensão

A auto-expressão criadora – a realização de sua criatividade nativa – é muitas vezes o único meio de bem-estar emocional, segundo psicanalistas.

Neopsicanálise: contribuição dos neufreudianos é o princípio de que a criatividade é produto do pré-consciente e não do inconsciente. Regressão permitida do ego. Fase da inspiração ou livre fluir de idéias e fase da elaboração

O ato

Fases da criatividade: preparação, incubação, iluminação e verificação.

Condições de criatividade: Receptividade, imersão, dedicação e desprendimento, imaginação e julgamento, interrogação, uso de erros, submissão a obra de criação.

A pessoa

Traços criadores: inteligência, consciência, fluência, flexibilidade, originalidade, elaboração, ceticismo, persistência, “brinquedo” intelectual, humor, inconformismo, autoconfiança,.

O estudan

Arte e Ciência da criatividade Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/2151032-arte-ci%C3%AAncia-da-criatividade/

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