Stephen Hawking, um dos maiores nomes da Física,


MPenna
Stephen Hawking, um dos maiores nomes da Física, é hoje um ser misterioso, mergulhado no silêncio. Não consegue se expressar, apesar da mente continuar funcionando. É um gênio preso aos movimentos dos olhos, pálpebras e músculos das bochechas. Em setembro de 2005, seu assistente David Pond disse que a saúde do cientista está, impressionantemente, debilitada. Não consegue mais forças para controlar o computador preso à cadeira de rodas. Dificilmente se comunica. Ele tem esclerose lateral amiotrófica. As células do cérebro e da medula espinhal que controlam os músculos estão se deteriorando. Os médicos não conseguem entender o seu caso, já que previam apenas três anos de vida. Hawking soube da doença aos vinte e um anos. Hoje, após quarenta e dois anos, é um dos pacientes na Grã-Bretanha que mais tempo viveu com a doença. Esta pode deteriorar os pulmões ou fragilizar o seu corpo, provocando a morte com uma gripe apenas. Ou, então, milagrosamente, inexplicavelmente, fazer o físico viver mais alguns anos. Mesmo sabendo, tão novo, da doença, Hawking formou-se em cosmologia e foi professor na Cátedra Lucasiana em Cambridge, de Isaac Newton. Hoje está lá a sua assinatura para comprovar que um dia esteve no mesmo lugar. Uma das suas descobertas é que os buracos negros, astros com tamanha gravidade que não deixam escapar nem a luz, não são tão escuros como se imagina. Há uma radiação, às vezes. Em 1985, Hawking ficou sem a voz, depois de uma pneumonia e de uma traqueotomia. Acabara de ditar o rascunho do livro Uma Breve História do Tempo, já publicado. Hoje restou o seu olhar para se comunicar com o mundo. Uma mente brilhante que insiste em permanecer atenta, para espanto dos médicos. Um piscar de olhos desse gênio vale mil palavras. É como se dissesse que ainda pensa...
Sephen Hawking, distante do mundo... Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/society-and-news/news-items/180735-sephen-hawking-distante-mundo/

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