pessoas que passam mais tempo em sala de aula vivem mais


 por:RosedeCastro
Uma pesquisa desenvolvida pelas Universidades de Harvard e Princeton. Nos Estados Unidos, revelou que as pessoas que passam mais tempo em sala de aula vivem mais, independentemente de qualquer outro critério. Além da questão de longevidade, estaticamente as doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson) acontecem em maior número nas pessoas que não utilizam o cérebro de forma acentuada. Da mesma forma que o atleta pratica exercícios para desenvolver sua musculatura, a mesma coisa é com o cérebro. Estudar é um exercício. De acordo com o professor Darcy Roberto, com doutorado em Londres, Inglaterra e membro do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), viver mais requer a adoção de hábitos saudáveis, escolhas certas e afastamento dos excessos. Em teses, um indivíduo com mais ensino tem mais capacidade de discernimento. Uma vida acadêmica mais intensa afasta o cidadão de vícios como álcool, cigarro e drogas. Ficou constatado que o nível de escolaridade é baixo nas comunidades carentes do Rio de Janeiro e muitos indivíduos são excluídos de qualquer tipo de assistência médica. Lutam apenas pela sobrevivência; usam o corpo como força de trabalho. O índice de mortalidade é alto por vários fatores. São cidadãos que têm as mais variadas experiências de privação. Só procuram um médico em situações de emergência. A ausência de investimentos em educação prejudica a sociedade de uma forma geral, aumenta a criminalidade e onera o estado. Só para se ter uma idéia, segundo os números da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), cerca de 90% dos adolescentes brasileiros que permanecem internados por terem cometido algum tipo de crime não completaram a oitava série e, conseqüentemente, não chegaram ao ensino médio. Educadores brasileiros defendem que os investimentos públicos em educação devem ser reforçados no ensino infantil, principalmente em relação aos segmentos mais pobres. Para muitos, esta uma alternativa para garantir que um número maior de estudantes chegue ao ensino superior. Além disso, o desenvolvimento da capacidade cognitiva (conhecimento) ocorre ainda na primeira infância e é determinante para o desempenho da pessoa ao longo da vida. Quanto mais cedo é feito o investimento, mais tempo a pessoa usufrui dos benefícios. A relação entre estudo e tempo de vida, se não servir para que os governantes invistam mais verbas na área de educação, pelo menos há de servir de estímulo para o cidadão comum estudar por seus próprios meios, a fim de criar condições de sobreviver por mais tempo. Segundo as Universidades de Princeton e Harvard, a matemática da pesquisa científica não falha: cada ano a mais na sala de aula significa mais sete meses devida.


ESTUDAR PROLONGA A VIDA Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/books/1758660-estudar-prolonga-vida/

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