Lidar com a separação dos pais


Resumo escrito por:Caramuru666
Quando os pais vão embora, caso o espaço já não seja o mesmo, a criança não mais se reconhece nem mesmo em seu corpo, ou seja, em seus referenciais espaciais e temporais, já que uns dependem dos outros. Se, ao contrário, quando o casal se desfaz, a cr. pode permanecer no espaço em que os pais tinham sido unidos, há uma mediação e o trabalho do divórcio é feito de maneira muito melhor para ela. O lugar de residência habitual dos filhos deve ser aquele em que eles viveram com ambos os pais e onde permaneçam com o único genitor.
O essencial é que os filhos sejam avisados do que está se preparando no início do processo e do que ficará decidido ao final do processo, mesmo que não se trata de crianças que ainda não andam. A cr. deve ouvir palavras claras acerca das decisões tomadas por seus pais e homologadas pelo juiz ou por este impostas aos pais.
As crianças são totalmente capazes de assumir a realidade em que vivem.
Os pais nem sempre têm consciência de que ocorre no coração da cr, dá-se um processo dinâmico do qual ela não pode falar naquele momento, mas que trará frutos mais tarde.
O fato de anunciar alguma coisa a alguém e executa-la prontamente, passar imediatamente à ação, é traumatizante para esse alguém, por que os atos nos seres humanos são sempre precedidos de projetos.
A cr tem necessidade de inventar quando algo é difícil demais de assumir.
Interessar-se por cada um dos filhos e não deixar que seu papel seja desempenhado por outrem é função simbólica e afetiva do genitor ausente em casa.
O juiz deve receber as crianças e explicar-lhes a decisão que tomou.
Para decidir com quem a criança vai ficar, dependendo da idade, é preciso considerar cada caso em sua particularidade.
Ainda hoje a opinião pública e os magistrados não concebem que a autoridade parental seja atribuída ao pai antes que a criança esteja suficientemente crescida.
O divórcio questiona os referenciais afetivos.
Outra questão é o direito de visita. È um dever absoluto do outro conjugue visitar seu filho; ninguém pode se contrapor ao dever de um outro.
A cr. pequena deve ser instruída sobre o dever de esperar os pais. A cr. não tem o direito de fazer mal a um genitor a quem ama, por que,ao mesmo tempo, faz mal a si mesma. Para visitas é necessário que haja datas previamente conhecidas pelas crianças.
A guarda alternada entre os pais leva comumente ao desenvolvimento da passividade no caráter da criança. Ela perde o gosto pela iniciativa.
Até os12 ou 13 anos, a guarda alternada é muito prejudicial para as crianças, não há continuum afetivo, nem espacial, nem social. As guardas alternadas são proibidas hoje em dia; o que se concede são guardas conjuntas.
Com relação aos novos parceiros dos pais, para o inconsciente da cr, o necessário é que haja um adulto que a impeça de ter uma intimidade total com o seu genitor.
A repetição, de geração em geração, dos mesmos impasses ( divórcio) é chamado de “neurose familiar”.
Respeitar a dignidade da cr é dizer-lhe a verdade, tanto sobre o que a vida em comum produz nos pais unidos, quanto o que a vida desunida produz nos pais levados a se separar.
COMENTÁRIO: esta obra relata diversos casos em que os pais brigam e se divorciam: como conseqüência as crianças choram, sofrem, têm problemas psíquicos, emocionais, se sentem desorientadas, perturbadas, culpadas pelo divórcio, etc.

Quando os pais se separam Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/2343613-quando-os-pais-se-separam/

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